Vida madura agora, sem aquele sorriso desdentado e orgulhoso das artes, agora caminhando de mansinho, mas sem o passo envergonhado.
Um dia a gente cresce e não dá pra entender, um dia a gente cresce e já não quer mais saber.
E os carrinhos e as bonecas, onde se meteram?
E o cabelo lambido pela vaca, e a mãe pra colocá-lo no lugar, onde está isso agora?
O que devemos fazer quando resta só o que resta é a solidão sem nenhum prêmio de consolação?
Inocência que se transparece no olhar e aquela imensa vontade de brincar, quem diria que virou essa vontade de amar?
Lembra-se do dia que foi pitinininho e escolhia se pertencia à mamãe ou ao papai, dá saudade, não?
Dez meses e o olhar longe, isso nunca mudou. E quem o viu, o amou.
Mas ele não morreu nunca meu Caju, meu pretinho, olho retratos para o ler, entender e sei que em meio às alucinações quando a mentira vira verdade, ele está me vendo e me conhecendo.