Vivemos lindas, comportadas,
perfumadas e com nossa noção de certo e errado previamente determinadas e um
dia de repente chega um ser do nada e bagunça tudo isso.
Nossas ações antes moralmente
corretas agora vão se transformando e sempre ganhando pequenos descontos e
passamos a agir de forma que antes condenavamos, mas no fim sempre acabamos
encontrando alguma explicação para aquele ato e na nossa mente começam a brotar
frases que começam ou terminam mais ou menos assim: “foi por isso que aconteceu”,
“fiz só por isso”, “não farei mais aquilo, foi só uma vez” (ou duas, ou três...)...
ou quando entramos em desespero: “não sou uma pessoa má, foi sem querer”, “não
farei de novo”, “não responderei mais a nenhuma mensagem”...
Mas o ímpeto de responder a mensagem é mais forte que tudo e a mensagem é
esperada como algo vital, assim se cria a dependência.
E fazemos de novo, e de novo,
erramos de novo, nos desculpamos de novo e ainda gostamos de tudo isso que
causa um frio forte na barriga e um conforto no coração.
Obrigada a você que veio e bagunçou
a minha vida, me transformou em alguém cheia de exceções, exceções para ti,
exceções para nós... O cara errado na hora errada, e eu que sempre gostei das
coisas mais corretas hoje me contendo com meias verdades, meias certezas e com um
cara que me manda mensagens de bom dia e boa noite.
Sim o obrigada foi irônico.
