quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Fora paixão!!! (não o preparador físico da seleção...)


Sei, paixões são arrebatadoras, nos fazem largar tudo, perder a cabeça!!!... E o amor?? Bom o amor é quietinho, discreto, porém nele existe fogo sim, não devastador sim um fogo que aquece... E em momento algum destrói!
Sempre ouvi falar da força e irreverência da paixão, porém sempre achei o amor mais forte, não tão tentador e assim mesmo mais forte. Ele dura mais que uns breves olhares, beijos, abraços e suspiros.
Tá, tá tem tudo aquilo... Paixão não nos deixa comer, dormir, nem pensar direito, mas você acreditaria se eu dissesse que fracos somos nós? É, somos fracos ao relevar um sentimento tão superficial e perder aquilo que tínhamos de mais concreto...
Fracos somos nós que acabamos por perder aquela pessoa tão maravilhosa (e real!) por uma sensação que na realidade é tão boba, fracos somos nós ao esquecer que a melhor de todas as paixões ta ali escondidinha naquela pessoa e nem notamos e por fim fracos somos nós que damos tanta força à paixão que de irreverente não tem nada...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Caju

Vida madura agora, sem aquele sorriso desdentado e orgulhoso das artes, agora caminhando de mansinho, mas sem o passo envergonhado.
Um dia a gente cresce e não dá pra entender, um dia a gente cresce e já não quer mais saber.
E os carrinhos e as bonecas, onde se meteram?
E o cabelo lambido pela vaca, e a mãe pra colocá-lo no lugar, onde está isso agora?
O que devemos fazer quando resta só o que resta é a solidão sem nenhum prêmio de consolação?
Inocência que se transparece no olhar e aquela imensa vontade de brincar, quem diria que virou essa vontade de amar?
Lembra-se do dia que foi pitinininho  e escolhia se pertencia à mamãe ou ao papai, dá saudade, não?
Dez meses e o olhar longe, isso nunca mudou. E quem o viu, o amou.
Mas ele não morreu nunca meu Caju, meu pretinho, olho retratos para o ler, entender e sei que em meio às alucinações quando a mentira vira verdade, ele está me vendo e me conhecendo.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Fulga

Ela corria, não para fugir da chuva nem para chegar mais rápido a algum lugar, por mais que corresse ela nunca ia a lugar algum...
Ela corria para fugir, fugir de si, fugir daquela lucidez que a apavorava, fugir daquela razão que tirava tudo que seu coração necessitava.
Já não queria mais flores, já não queria mais romances, e isso a assustava, então fugia.
Talvez em alguma daquelas curvas ela encontrasse aquela parte já ausente.
Aquela lucidez a machucava, ela acordara para vida e agora sabia que seus sonhos eram o melhor refúgio que um dia teve, então ela corria...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Príncipes e sapos

Chega de contos de fadas, por favor!
Moderninhos, antiguinhos, tanto faz, contos de fadas nos fazem mal...
Primeiro nos fazem pensar que sapos viram príncipes, depois um dia acabamos descobrindo que príncipes podem virar sapos e nesse meio tempo acabamos constatando também que sapos (realmente) são só sapos.
Precisamos dar tantas voltas para descobrir que o perfeitinho (às vezes por parecer tão perfeitinho) acaba virando um idiota, o sapo! Não garotas os idiotas não viram perfeitinhos (assim como sapos não viram príncipes) experiência própria, porém um dia olhamos para os lados e, acreditem, encontramos "todo o resto", esses não lembram nem os príncipes, nem os sapos, é uma "espécie" diferente que acabamos por não classificar, talvez por não percebê-los, pois não são do tipo que ofusca a nossa visão, eles se escondem em sua simplicidade.
Mas, depois de conhecê-los e descobrir toda aquela simpatia sem excesso, ou percebermos toda aquela beleza que apesar de não ser exagerada possui uma doçura diferente de todas, e todos os defeitos que até encomodam um pouco mas quem não os tem(?!), a partir daí descobrimos que o melhor mesmo é não procurar, descacreditar em todas as histórinhas bobas em que nos agarrávamos e não idealizar ninguém, menos ainda essa nova "espécie". Talvez a decepção de quem idealiza seja inevitável.
Chega de príncipes, chega de sapos, vamos acreditar apenas em todo o resto, mas sem esperar nada, apenas acreditar!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A dor e o amor sempre rimam

Eterno?! Nada, nem a dor, nem o amor.
Martha Medeiros escreveu essa pérola: "Um cara diz que te ama? Então tá ele te ama!" frase com aquela gotinha de ironia que ela costuma colocar no que escreve.
Certa está ela ora, somos mulheres ajuízadas e bem sabemos que uma mão segurando a outra não é sinal de compromisso algum como era a anos atrás, então por que um "eu te amo" significaria algo? Deveria significar concordo, mas não significa!
Hoje em dia todos amam para sempre e esse sempre costuma durar pouco mais que alguns beijos recheados de promessas, promessas tão frageis e insignificantes quanto os "eu te amo" pronunciados.
Palavras são vento, algumas nos prendem e outras (finalmente!) nos libertam, porém são todas insuficientes, devemos prestar mais atenção nas atitudes e esquecer das palavras.
Não, não virei uma cética quanto ao amor, são nas palavras que eu já não acredito...

Diéssani Barbosa Lopes.