segunda-feira, 19 de abril de 2010

Não era Alice nem Bela, e nenhuma outra dessas menininhas de fábulas (o que não significa que não acreditava nas mesmas), não era santa nem bruxa, era ela apenas, assim tão diferente e tão igual, aquela que gostava de flores e precisou quebrar a cara para descobrir que príncipes não existem, aquela criatura doce que se alegra ao ver uma borboleta voando é a mesma guria difícil que virava uma fera por alguma palavra mal dita.
Mãe, irmã, filha, menina, mulher, indecifrável, simples, arrebatadora ou não, guerreira, frágil, aquele poço de emoções onde delicadeza e força se misturam, uma mulher como todas, uma garotinha que nem sempre quer crescer.
Assim tão sem igual e tão igual...