quinta-feira, 26 de abril de 2012

Não, eu não quero agora.


Ando injuriada, assim mesmo, com todas essas letrinhas que formam essa palavrinha tão feia, dia destes ouvi de um amigo que a galera nascida nos anos 90 é muito imediatista, não pensei muito no assunto na hora, apenas concordei, entrei em casa e passou, hoje uns dois meses do acontecido me vejo obrigada a refletir sobre isso, obrigada sim, pois esse imediatismo todo me dá vários tapas na cara diariamente.
Hoje penso muito a respeito e tenho muita propriedade ao falar que não, não são os nascidos nos anos 90 ou mesmo 80 os imediatistas, a sociedade toda está muito imediatista, em algum momento se consagrou a ideia do agora e o agora é tudo que temos.
Vivemos em uma época que nem se dá nem se recebe flores,onde as pessoas não amam ou amam a todo momento, onde as pessoas falam de sexo ou o fazem no primeiro encontro, as coisas começam, acontecem e terminam rápido demais. As pessoas se estragam na nossa frente e se acham demais com isso “ai, sou homem egoísta e só penso em sexo mesmo e tu que me aceite assim”, uau gato você abafou, nunca aceitaria ninguém assim, ele foi verdadeiro? Que arrume alguém que goste das suas verdades idiotas então.
Sou de uma época em que o primeiro beijo ainda era motivo de friozinho na barriga e quando você saia com o garoto da primeira vez a única coisa que poderia ou não rolar era esse primeiro beijo, sou de uma época em que os meninos respeitavam as meninas e se repeitavam também, sou de um tempo onde as pessoas conseguiam se divertir nos primeiros encontros sem ir muito longe, sem tirar a roupa, sem se despir das suas vergonhas, nem das suas verdades.
Quero de volta esse tempo onde uma simples troca de olhares valia muito, onde os beijos ainda tinham algum valor e onde as pessoas ainda sentiam e não passavam simplesmente rápido demais por tudo, onde as pessoas ainda trocavam experiência juntas, onde as pessoas ainda tomavam o café da manhã juntas, não só o jantar.

quarta-feira, 11 de abril de 2012



Sabe de uma coisa, a vida não é complicada!
Não ela não é!
As coisas também não, vejo todos falando em como tudo é complicado, como a vida é complicada, mas é tudo simples demais, só temos que aprender que as coisas são, ou elas não são.
Se são, beleza, senão, não temos que encontrar desculpas, esse final de semana disse a um amigo que as mulheres ficam naturalmente arrumando desculpas para os homens, eles nem precisam fazer nada, nós inventamos mil coisas para perdoá-los, mas agora queria me redimir com ele de alguma forma, percebi que todos nós procuramos desculpas para tudo, se algo não sai como queremos, automaticamente já pensamos em vários “ah é por isso...”
A ordem do momento é aceitar, sim aceitar as coisas, leves ou pesadas, só aceitá-las, sem querer medi-las ou destrinchá-las.